Uma dúvida frequente é: vale a pena esperar pelo SUS ou buscar a cirurgia particular? Antes de decidir, veja 5 pontos importantes sobre como costuma funcionar a cirurgia de catarata pelo SUS.
Qual a diferença entre operar catarata pelo SUS e particular?
A técnica cirúrgica em si é a mesma. As diferenças estão no caminho até a cirurgia: quem vai te atender, o vínculo com esse profissional, o acompanhamento pós-operatório e o tempo de espera. São esses pontos que costumam pesar na decisão entre esperar ou operar agora.
1. Eu vou saber quem é o cirurgião antes da cirurgia?
Pelo SUS, normalmente não. Você não escolhe nem conhece com antecedência o profissional que vai realizar a sua cirurgia, que pode ser um cirurgião recém-formado ou com pouca experiência na técnica. Na rede particular, você sabe exatamente quem vai operar, pode avaliar a experiência do médico e conversar diretamente com ele antes de decidir.
2. Vou ter uma relação de confiança com o médico?
Pelo SUS, a cada consulta você costuma ser atendido por um profissional diferente, o que dificulta construir aquela relação de confiança necessária para se sentir seguro com o procedimento. Na rede particular, o acompanhamento é feito pelo mesmo médico do início ao fim, o que facilita tirar dúvidas e chegar mais tranquilo ao dia da cirurgia.
3. Ter diabetes ou hipertensão complica o processo?
Pode complicar bastante no SUS. Se você tem hipertensão ou diabetes e não está com essas condições bem compensadas, a cirurgia pode ser remarcada várias vezes — e, com isso, seus exames pré-operatórios podem perder a validade, fazendo você recomeçar todo o processo do zero. Isso alonga ainda mais a espera justamente para quem já tem um caso que exige mais cuidado.
4. Como funciona o acompanhamento pós-operatório?
Pelo SUS, costuma ser realizada apenas 1 consulta de revisão após a cirurgia. Isso contraria o protocolo de segurança recomendado, que prevê 3 consultas pós-operatórias para acompanhar de perto a cicatrização e identificar qualquer intercorrência cedo. É por isso que, no CEOL, seguimos esse protocolo completo de retornos.
5. Quanto tempo dura a fila de espera?
Pode ser longa, variando meses ou até anos conforme a região. E esse tempo não é neutro: enquanto você espera, a catarata vai avançando, o que torna a cirurgia mais arriscada quando finalmente acontece, além de a sua visão e qualidade de vida irem piorando progressivamente ao longo da espera.
Como decidir o que vale mais a pena no meu caso?
Coloque na balança esses 5 pontos, o quanto a visão já atrapalha a sua rotina e a sua condição de investir agora na cirurgia. Uma avaliação oftalmológica ajuda a dimensionar a urgência do seu caso — e, se você tem hipertensão, diabetes ou outra condição que possa gerar remarcações no SUS, esse fator merece peso extra na decisão.